Coronavírus: Devo cancelar minha viagem?

Enquanto eu preparava este post e o vídeo para o Youtube, dois importantes fatos aconteceram: O primeiro caso do Coronavirus no Brasil foi confirmado pela Organização Mundial da Saúde e um novo caso, o primeiro de contágio local, foi registrado nos Estados Unidos.

Desde de meados de janeiro deste ano temos ouvido falar, cada dia mais, do novo vírus COVID-19. E a pergunta que mais se faz é “Devo cancelar minha viagem de férias?”. Sim, nós também temos feito essa pergunta algumas vezes para nós. Como sabem, estamos na Oceania (entre a Austrália e a Nova Zelândia) há 4 meses e nossa saída, obrigatoriamente, deve ser feita até 18 de março.

Nossa próxima parada era um mochilão completo pelo Sudeste Asíatico mas, dadas as condições de saúde da região, decidimos mudar um pouco os planos. Num mochilão você dorme em hostels, anda de busão local e se conecta com pessoas do mundo todo e esse, definitivamente, não é o momento mais adequado para fazer isso – especialmente na Ásia.

O que é exatamente?

Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1. Acredite, você já pode ter pego um desses ao longo da vida.

Polícia mede a temperatura de cada usuário do metrô em alguma cidades na China

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).

Não vou ficar aqui falando muito sobre o Coronavirus em si, pois tenho certeza que você anda ouvindo essas informações todos os dias, em todos os meios de comunicação. Mas trarei algumas informações bastante importantes.

O que ele causa?

Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias leves a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus, algumas vezes, podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.
O MERS-CoV, assim como o SARS-CoV, causam infecções graves. Para maiores informações sobre as manifestações clínicas do MERS-CoV, acesse a página sobre MERS-CoV.

Como funciona o contágio?

Assim como uma gripe comum, o COVID-19 é transmitido através de gotículas de fluido.

A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também  existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o  MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

O período de incubação é de 2 a 14 dias. Isso quer dizer que uma pessoa pode estar infectada e ainda não saber, mas o período de transmissibilidade, de forma geral, ocorre enquanto há sintomas – tosse, espirro, coriza. Até é possível que a transmissão viral ocorra após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

A OMS já registrou casos do COVID-19 em que a pessoa estava contaminada há mais de 14 dias, porém não apresentava sintomas. Isso porque o corpo dela estava trabalhando de forma efetiva a combater a infecção. Ela ainda pode ser uma transmissora através da saliva e dos fluidos orais/nasais, mas a probabilidade disso acontecer é muito baixa já que o vírus está sendo combatido e ela não apresenta nenhum sintoma. Daí um lembrete: não compartilhe talheres, canudos, copos, toalhas, lenços com ninguém.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do coronavírus. As duas amostras são encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras é enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra para análise de metagenômica.

Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito. 

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Como é feito o tratamento?

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano – como qualquer outra gripe, o tratamento é assintomático (tratar os sintomas). No caso do coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

  • Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Quais são os sintomas?

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o coronavírus (SARS-CoV-2) ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e sintomas da doença. 

Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:

  • Febre.
  • Tosse.
  • Dificuldade para respirar.
  • Casos isolados de vômito e diarréia.

Como se proteger?

Aqui, nada além do beabá da prevenção de doenças infecciosas.

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Aumentar a capacidade do seu sistema imunológico se alimentando adequadamente, fazendo exercícios e dormindo bem.
  • Evitar locais com aglomeração de pessoas, especialmente se forem fechados.

Evite ficar próximo de pessoas que estão espirrando, tossindo e com os sintomas de gripe. Se não for possível evitar, o uso de máscara se faz necessário – tanto para você, quanto para o doente.

Por falar em máscaras, hora, o Ministério da Saúde orienta que apenas profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). E, para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Devo cancelar minhas férias?

Esta é uma pergunta muito frequente feita à OMS e a recomendação é que apenas viagens desnecessárias à China sejam canceladas ou adiadas. Outro foco de uma quantidade numerosa de casos se alastrou pelo centro da Itália. Vários eventos de grandes proporções foram cancelados, algumas atrações turísticas também estão fechadas.

Viajar não é um problema se você souber se cuidar. Manter o beabá da proteção é o que te deixará seguro para curtir suas férias e aqui vai um alerta:

O uso incorreto das máscaras de proteção podem ser mais perigosos do que não usar, especialmente em aviões. Se for usar, saiba como fazê-lo através desse vídeo.

Se você tem planos de viajar e quer mais informações sobre o destino, mantenha-se informado através dos reports oficiais diáros diretamente do site da OMS Situatio Reports. Neles é possível ver quantos casos de coronavirus foram confirmados no destino e quantos novos casos surgiram de um dia para outro. É por esses reports que temos acompanhado a evolução da epidemia e atualizado nossos planos de viagem.

Os tipos de máscaras

Se você estiver em trânsito em aeroportos fechados e cheios de pessoas de todo o mundo, dá pra aumentar a proteção usando máscaras, mas é preciso saber usar! Supondo que você já tenha assistido ao vídeo acima e aprendeu a forma correta, vamos lá!

Existem quatro tipos de máscara mais comuns no mercado. Cada uma tem sua função e nem todas te protegerão do vírus – fique atento!

O modelo mais comum e barato, encontrado em lojas de materiais de limpeza e farmácias é a máscara de TNT. É feita de um tecido fininho que não protege pra absolutamente doença nenhuma. Ela é ótima se você é alérgico a rinite e precisa limpar aquele sótão empoeirado. É descartável e deve ser trocada a cada 2 horas de uso.

O modelo encontrado em farmácias e lojas de produtos hospitalares é a máscara cirúrgica. Ela tem tripla proteção contra fluídos fazendo com que as gotículas não entrem ou saiam da máscara. Ela protege você contra vírus e bactérias, é fácil de usar e tem preço acessível. O “porém” dela é que ela não veda perfeitamente o rosto, mas serve para te proteger contra o coronavirus. É descartável e deve ser trocada a cada 2 horas de uso.

Outro modelo são as máscaras N95. Estas tem certificado do instituto INOSH e são bastante comuns em ambientes de trabalho com pós muito finos. Em países com queimadas frequentes, como Austrália e Tailândia, são usadas pela população para proteger da fumaça. Elas são mais caras e difíceis de usar – já que dificultam muito a passagem do ar. Protegem contra 95% das particulas a partir de 0,3 micra – o que seria ótimo se não fosse o fato de os coronavirus tem tamanhos entre 0,2 e 0,5 micra. É a mais utilizada por profissionais da saúde e é a recomendada pela OMS em procedimentos específicos nos hospitais. É descartável, mas pode ser utilizada mais de uma vez. O tempo de utilização varia da concentração de partículas.

O último modelo, bem menos comum no Brasil mas extremamente popular aqui na Austrália, é a máscara Pitta. Ela é de um material parecido com Neoprene e serve apenas para proteger você do pólen e da poluição grossa. É lavável e reutilizável.

Estarei seguro?

Agora que você está informado e confiante em manter suas tão sonhadas férias, não se esqueça de ter um bom seguro viagem para te acompanhar. A gente sempre recomenda usar o World Nomads. É, de longe, o mais barato e te cobre mesmo em situações de epidemia e pandemia (no caso, Coronavirus) – sim, porque existem seguros viagem que se excluem da responsabilidade de prestar serviço em casos de epidemia, mas só te contam isso naquelas letrinhas miúdas que ninguém lê.

O World Nomads é o seguro que usamos para proteger nossa família em qualquer lugar do mundo! O atendimento – na hora do “vamo vê” – é muito simples, todo feito através do Whatsapp em português, 24 horas por dia. Já tivemos que usar e contamos como foi aqui.

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